segunda-feira, 26 de março de 2012

TANTO AMOR

QUANDO SE AMA, SE FAZ TRILHA SONORA,
SE COMEMORA TODOS OS MESES A DATA DO ENCONTRO PRIMEIRO
SE PERCEBEM EM SILENCIO OLHANDO PARA O MESMO LUGAR,
LÁ NO INFINITO OLHAR.
MÃOS ENTRELAÇADAS NUMA CUMPLICIDADE INOCENTE
COMO CRIANÇAS CARENTES.
QUANDO SE AMA, SE PROMETE SE DESCUMPRE, SE ARREPENDE E, SE PERDOA TÃO FACILMENTE, SEM ALARDE.
VAI ALÉM DE TODAS AS POSSIBILIDADES, POR QUE A PAIXÃO QUER.
SEM ARREPENDIMENTO SEGUE
SEM O CONSENTIMENTO DOS CONTRÁRIOS AO AMOR.
QUE IMPORTA SE ELES NÃO QUEREM,
AFINAL, O QUE ENTENDEM ELES DESTE CORAJOSO AMOR?
TALVEZ UM DIA, TANTO AMOR CONVENÇA  AOS DO CONTRA.
MAS ATÉ LÁ, VAMOS INFRINGIR, SUBVERTER E PAGAR PARA VER
A MEDIDA ABSURDA  E TRANSGRESSORA,
QUE SÓ SABE OS QUE SE ATREVEM ESSE AMOR VIVER,
PODEROSO AMOR COMO O NOSSO QUE SE FEZ VALER.
Razanil Shamir
*
FUNDO MUSICAL DO INICIO DE NOSSA HISTORIA :
SÓ VOCE (Vinicius Cantuária). FRISSON(Tunai). LEO E BIA(Osvaldo Montenegro). LANCE LEGAL(Guilherme Arantes) e muitas mais...

domingo, 18 de março de 2012

NOSTALGICA MINEIRICE


QUERO UMA LEMBRANÇA DE CIDADE DO INTERIOR
COM  CHEIRO DE BARRANCO MOLHADO DE CHUVA
FOGÃO A LENHA ASSANDO BROA DE FUBÁ
LAMENTO  DE CARRO DE BOI GEMENDO AO PASSAR
SOLEIRA DE PORTA COM CORTINA DE CHITA
UMA VIOLA CAIPIRA ENTOADO AS MODAS  DE LÁ
LEMBRANÇAS DE MINHA INFÂNCIA POR LÁ VIVIDA.
ONDE MEU PAI,  BOM MINEIRO,
NAS FÉRIAS ME LEVAVA A PASSEAR
AH, MINAS GERAIS, ONDE LIVRE EU CORRIA,
DE PÉ NO CHÃO NO BARRO VERMELHO,
POR LÁ, MINHA  CRIANCICE  BEM VIVIDA FICOU CATIVA
NAQUELAS  MONTANHAS AZUIS DAS GERAIS,
E NAS NOITES ESTRELADAS,
UMA MENINA ENCANTADA
POR LÁ PASSEIA, FELIZ A CANTAR...
Oh! Minas Gerais! Oh! Minas Gerais! Quem te conhece. Não esquece jamais ...
Razanil Shamir
30/07/1996
Em Memoria de meu Pai  Januário

PROCURA - (MINHA PRIMEIRA POESIA)


OLHA VOCE A NATUREZA
OLHA O MAR O CÉU, QUANTA PROEZA
EM SEI JEITO UM PORTE DE PRINCESA
E COLOQUE NISTO VOCE MESMA

DA CÁLIDA BRISA DO MAR
DA VONTADE DE QUERER E AMAR
O DESEJO ARDENTE DE VIVER
MAS NISTO TUDO PROCURE VOCE

DOS COMPLICADOS MISTÉRIOS DA VIDA
NA FACE LAGRIMAS SOFRIDA
NO CORAÇÃO A PRECE DE AMOR
A PROCURA DE PERDÃO E CALOR

DO MUNDO QUE REAGE E GRITA
PENSANDO QUE ENCONTRA SE AGITA
UMA MOCIDADE ESPERANÇOSA
QUE CANTA, AMA E CHORA

E VOCE QUE CAMINHA SÓZINHA
PELAS RUAS ANCIOSA BUSCANDO
AQUILO QUE SEMPRE PROCURAS
NA FACE DOS QUE VÃO PASSANDO

A ESPERANÇA O AMOR A UNIÃO
UMA FORMA PURA DE COMPREENÇÃO
É PRECISO VIVER, REAGIR E VENCER
MAS PRIMEIRO PRECISA ENCONTRAR VOCE

ENEIDA RAZANIL SHAMIR
(VASSOURAS – 15 DE FEVEREIRO DE 1969)

PERMANECES


EXISTE UM CAMINHO DENTRO E FORA DE MIM,
QUE NÃO SE IMPORTA MAIS COM O FATO DE SENTIR SOLIDÃO.
NÃO ESTOU MAIS ASSIM, SOZINHA.
MORA DENTRO DE MIM RECORDAÇÕES.
TENHO QUEM ME ILUMINA NA ESCURIDÃO,
A LEMBRANÇA DE DOIS OLHOS NEGROS
E O TOQUE SUAVE E TERNO DE TUAS MÃOS .
Razanil Shamir
16/03/2012

terça-feira, 6 de março de 2012

QUANDO TRISTE ESTOU

 
QUANDO ESTOU TRISTE,
NÃO CHORO, DISFARÇO
SOU OPONENTE DO DESEMBARAÇO
OCULTO E  REVELADO
EM TODOS OS LADOS.
QUANDO ESTOU TRISTE,
NÃO FALO,
EU CANTO COM A VOZ BAIXA
NO OMBRO DO DESCASO.
QUANDO FICO TRISTE,
EU SAIO,
CAMINHO SOZINHA
COM   A SAUDADE
PRESENTE  DO  PASSADO.
Razanil Shamir
060212

domingo, 29 de janeiro de 2012

PARA NUNCA DIZER ADEUS!


A minha sentida homenagem aos que pereceram no desabamento dos três edifícios no centro do Rio de Janeiro na noite de 4ª feira, dia 25/01/12  .
" Ela não se despediu, não falou nada ." - Desabafo de Vitor, marido de Alessandra que estava no prédio-

QUANTAS VEZES NOS DESPEDIMOS DURANTE O DIA, MÊS, ANO.
QUANTAS VEZES PODEMOS TORNAR ESSE HÁBITO REPETITIVO.
SEM  DAR CONTAS DE QUANTAS VEZES SE DIZ ATÉ LOGO, ESSE COMUM HÁBITO DE SE TROCAR UM BEIJO, UM APERTO DE MÃO,  UM ABRAÇO, QUE PODE  NUNCA  MAIS ACONTECER,
DEVERIAMOS ENTÃO EXERCER ESSES MOMENTOS BREVES DO DIA
COMO UMA DÁDIVA
NUNCA SABEMOS QUANDO ESTAMOS NOS DESPEDINDO...
NUNCA IMAGINAMOS ESSA DESPEDIDA DE TANTAS VEZES NO DIA COMO DEFINITIVA
AQUELA QUE É DERRADEIRA, IRREVERSIVEL,
QUE SOMA NO VAZIO A AUSÊNCIA ETERNA.
PERDEMOS OS MOMENTOS, AS OPORTUNIDADES, DE FAZER DESSE GESTO UM ALENTO, UMA LEMBRANÇA QUE VAI NOS ACALENTAR DURANTE TODO O DIA, E COM CERTEZA, DIANTE DO IRREVOGÁVEL, NOS LIVRAR DE UM REMORSO.
QUANDO VOCE ABRAÇA A QUEM VOCE TANTO QUER BEM,QUANDO LEVA ESSA PESSOA ATÉ A PORTA, ATÉ  AO CARRO,  E LHE DESEJA UM DIA FELIZ...
APRENDA A GUARDADAR ESSE MOMENTO NO SEU CORAÇÃO, AGRADECER POR ESTE MOMENTO, POR ESSE OLHAR, POR ESSE ABRAÇO, POR ESSE BEIJO.
QUE ELE NUNCA NOS FALTE, MESMO QUANDO VIR A SER APENAS UMA  LEMBRANÇA .
Razanil Shamir
290112

sábado, 14 de janeiro de 2012

A ILHA DOS SENTIMENTOS


Uma pequena história de amor

Era uma vez uma ilha onde moravam os seguintes sentimentos:
a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros.
Um dia avisaram aos moradores dessa ilha que ela ia ser inundada.
Apavorado, o Amor cuidou que todos os sentimentos se salvassem;
ele então falou: "Fujam todos. A ilha vai ser inundada".
Todos correram e pegaram os seus barquinhos, para irem a algum
lugar seguro em um morro bem alto. Só o Amor não se apressou,
pois queria ficar um pouco mais com a sua ilha.
Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda.
Estava passando, nesse momento, a riqueza e ele disse:
"Riqueza me leva com você". Ela lhe respondeu:
"Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata e
você não vai caber dentro dele".
Passou, logo a seguir, a vaidade e, ele lhe pediu e
ela lhe respondeu o seguinte:
"Infelizmente, não posso, você vai sujar o meu barco".
Logo atrás vinha a tristeza e um outro pedido de ajuda foi feito.
"Tristeza posso ir com você? "Ela retrucou e respondeu-lhe:
"Ah! Amor, estou tão triste que, sinceramente, prefiro ir sozinha".
Logo mais adiante vinha chegando a Alegria que, de tanto alegria
e contentamento que estava, nem ouviu o Amor e este começou a chorar.
Finalmente, eis que surge, passando perto de si um velhinho
navegando a sua embarcação e este lhe falou:
"Sobe Amor eu te levo".
O Amor radiante de felicidade nem se lembrou de perguntar
o nome daquela boa alma.
Chegando ao alto do morro, onde estavam os sentimentos,
perguntou o amor à Sabedoria
quem era o velhinho que o trouxera até aquele local.
Ela lhe respondeu:

"O Tempo".

O Amor voltou a perguntar:
"O Tempo? Mas por que só o Tempo me trouxe até aqui?"
A Sabedoria, então, respondeu-lhe:
"Porque só o Tempo é capaz de ajudar a entender um grande Amor".
(Autor desconhecido)