terça-feira, 27 de agosto de 2013

AMBÍGUA EMOÇÃO


Reescrevendo  o meu destino
Estou no começo e no fim do caminho
Tentando nada perder do que ganhei de você
Estou doce e amarga
Estou por tudo e por nada
Aos teus pés e nas tuas mãos

Minhas idas e vindas
Meu sim , meu não,
É certeza nas duvidas
Acertos  nas  decisões.
O que eu te digo  acredito,
Sou a metade do teu recomeço
Sou tua ambígua  emoção.
Razanil  Shamir
27/08/13

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O GRITO



Quero falar  sobre aquilo tudo
Sobre o grito, o choro o desaforo.
Na minha vida há os contornos
mas  um momento inconsequente,
um  inóspito clamor, tirou o  sabor.
Na  língua, colado a saliva,  as palavras!
Para quem  falar das  mágoas?
Quero contar, mas  não sei como precisar.
Vou falar o que sobre  o  grito,
Dizer  ao  ombro amigo,
do que esta guardado no meu calar.
Entorno as  águas dos meus olhos
Vertendo lágrimas quase amargas
Silenciosas às palavras,
A quem contar?
Aqui  estou, por trás de mim mesma escondida
Nas trincheiras  escuras de minhas indecisões
Deixo  então, e   falo como  na canção:
Vou guardar   em sacos de confetes,
de fantasias, e pedaços de alegorias,
historias de minhas inexatas intuições.
Para quem contar desse e daquele momento?
A quem dizer palavras lançando-as ao vento?
Sonoras  e incontáveis decepções.
Mas eu sei que isso é parte da vida,
da própria existência perdida,vivida.
Assumida, ou não!
Pretensa historia de uma vida
De momentos que eu  escapei e sobrevivi.
Mas que o destino se meteu a fazer
E na minha  historia  fez   tudo valer.
Razanil Shamir
08/07/2013

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A PROMETIDA


E  a tua vez primavera
De abrir as janelas
E do céu descer convicta
Encher de flores as pradarias
E nas beiras dos  rios verdejar
E a tua vez  florida  cheirosa
De Deus a escolhida
Como estação prometida
Aos amantes e as meninas
Razanil Shamir
20/06/2013 
Pintura:  Belle de Fleurs - Andrzej Malinowski -)






ATREVIDOS




O que precisas
Para abrires as janelas e
Subir escadas  imaginárias
Onde  podemos tocar o céu?
A alma enternecida, a visita.
As perdidas horas de desvarios escondidos.
Estou contigo,
No paladar e no suor que escorre entre as pernas
Cambaleantes que se atrevem ir até onde estás.
O medo de chegar, e abrindo a porta, nada encontrar.
Subo por minhas escadas imaginárias
E lá, bem lá, estás.
Desnudo, despido, enrustido.
Nos lençóis de algodão,
Com os lábios e coração.
Seguros em mão desejosas.
Não me  atrevo e desço então.
Saio correndo atravesso a porta
E deixo para trás toda a necessidade de me esconder em ti.
Não quero mais, nada mais que doa tanto em mim.
Razanil shamir
20/06/2013
(Para Lorca e Dali)