quarta-feira, 19 de março de 2014

SEM A FONTE


Entre olhares procuro,
a inspiração que fugiu,
Esquecida de mim desertou
Não sei como, escapuliu.
A poesia não esta em mim,
Ela partiu e foi por  ai
A plainar  como uma ideia,
Em busca de um sonhador
Refletida como sol, ou escondida.
Em   um   olhar provocador.
Esperando, espiando, querendo falar  
Mas comigo, ela  não esta.
Sem a sua companhia fica difícil contar
Falar dos encontros e desencontros
Do amigo do amor  do riso , da dor
Enquanto ela passeia  por outras situações
Espero  vazia   ela  voltar
Para contar   segredos  esquecido em outros corações
Para que eu disserte  com as suas vestimentas
Notas, letras,  rimas  e trovas
Confissões, segredos, conspirações.
Razanil Shamir
18/03/2014

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CREIA



Não há motivos para as lagrimas
A alma vai se libertar
Não é necessária a dor
Mitigando a constância de amar
Deixa para lá tua fadiga
E experimenta a vida
Nela contem toda a expectativa,
de noites com luar.
Canta a musica  favorita
Dance como se nunca fosse acabar
Ouça aquela canção antiga
 E deixa a vida te levar
 Pisa  firme sobre as  rochas
Que mostram  o caminho da volta
Para onde queres que vá
Se não der, deixe para outra hora,
Outro dia em  outro lugar.
Mas anima e vai  em frente
Não esqueça a mochila e o tênis
Alguns sonhos  tardios de adolescentes
Muita vontade  e coragem  sempre,
Esqueça o que é ser   coerente
Mesmo que no final de tudo
Você descubra que há nada  a declarar.
Razanil Shamir
301013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

AMBÍGUA EMOÇÃO


Reescrevendo  o meu destino
Estou no começo e no fim do caminho
Tentando nada perder do que ganhei de você
Estou doce e amarga
Estou por tudo e por nada
Aos teus pés e nas tuas mãos

Minhas idas e vindas
Meu sim , meu não,
É certeza nas duvidas
Acertos  nas  decisões.
O que eu te digo  acredito,
Sou a metade do teu recomeço
Sou tua ambígua  emoção.
Razanil  Shamir
27/08/13

segunda-feira, 8 de julho de 2013

O GRITO



Quero falar  sobre aquilo tudo
Sobre o grito, o choro o desaforo.
Na minha vida há os contornos
mas  um momento inconsequente,
um  inóspito clamor, tirou o  sabor.
Na  língua, colado a saliva,  as palavras!
Para quem  falar das  mágoas?
Quero contar, mas  não sei como precisar.
Vou falar o que sobre  o  grito,
Dizer  ao  ombro amigo,
do que esta guardado no meu calar.
Entorno as  águas dos meus olhos
Vertendo lágrimas quase amargas
Silenciosas às palavras,
A quem contar?
Aqui  estou, por trás de mim mesma escondida
Nas trincheiras  escuras de minhas indecisões
Deixo  então, e   falo como  na canção:
Vou guardar   em sacos de confetes,
de fantasias, e pedaços de alegorias,
historias de minhas inexatas intuições.
Para quem contar desse e daquele momento?
A quem dizer palavras lançando-as ao vento?
Sonoras  e incontáveis decepções.
Mas eu sei que isso é parte da vida,
da própria existência perdida,vivida.
Assumida, ou não!
Pretensa historia de uma vida
De momentos que eu  escapei e sobrevivi.
Mas que o destino se meteu a fazer
E na minha  historia  fez   tudo valer.
Razanil Shamir
08/07/2013