quinta-feira, 20 de junho de 2013

A PROMETIDA


E  a tua vez primavera
De abrir as janelas
E do céu descer convicta
Encher de flores as pradarias
E nas beiras dos  rios verdejar
E a tua vez  florida  cheirosa
De Deus a escolhida
Como estação prometida
Aos amantes e as meninas
Razanil Shamir
20/06/2013 
Pintura:  Belle de Fleurs - Andrzej Malinowski -)






ATREVIDOS




O que precisas
Para abrires as janelas e
Subir escadas  imaginárias
Onde  podemos tocar o céu?
A alma enternecida, a visita.
As perdidas horas de desvarios escondidos.
Estou contigo,
No paladar e no suor que escorre entre as pernas
Cambaleantes que se atrevem ir até onde estás.
O medo de chegar, e abrindo a porta, nada encontrar.
Subo por minhas escadas imaginárias
E lá, bem lá, estás.
Desnudo, despido, enrustido.
Nos lençóis de algodão,
Com os lábios e coração.
Seguros em mão desejosas.
Não me  atrevo e desço então.
Saio correndo atravesso a porta
E deixo para trás toda a necessidade de me esconder em ti.
Não quero mais, nada mais que doa tanto em mim.
Razanil shamir
20/06/2013
(Para Lorca e Dali)

segunda-feira, 17 de junho de 2013

BEATRIZ


TE AMO COM A VIRTUDE DOS ESPERANÇOSOS
COM A FÉ DOS IMPOSSÍVEIS
E COM O AMOR DOS IMORTAIS
EU SÓ TE AMO TANTO 

E NADA É DEMAIS.
Razanil Shamir

17/06/13 
(para minha neta Beatriz no seu 10º aniversário)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

TRISTES FATOS



Reviro os olhos
E me retiro.
Não sei do tiro.
Não sei do assalto.
Apago a tela e nela eu me miro
para ver meus olhos no espelho falso. 
Assisto histórias pagas só para sorrisos.
Ouço e vejo a propaganda do dentifrício
Com  uma boca sorrindo com dentes perolados,

leio o livro de contos da menina do gato
melancólico, mas fictício,
onde no final tudo se salva: menina e gato.
Meu noticiário escolho movida por um sentimento pragmático.
Nas mãos o controle aciona a tecla muda sem ruído,
sem o som pesado do narrador de tristes fatos.
Nessas horas, às vezes, eu permito
que minha angústia se misture aos relatos
do que narra um cotidiano sombrio e nefasto.
E de olhar baixo, tiro o foco do fato.
Reviro os olhos...
Razanil Shamir
15/04/2013