quarta-feira, 15 de abril de 2015

POR QUE QUERES ASSIM ?





Conta à história e fala de mim, fala do tempo escondido, dos dias perdidos e de grandes inquietações.
Por que pedes  que eu me deixe levar por tuas mãos, feito tuas  poesias.
A iminência sôfrega  a pedir que não partas,  partindo o meu coração
Escondes  de mim teus olhos e me entregas a ausência de tua existência
Porque queres que eu te diga que estou feliz? Não é verdade, estou à míngua e de  teus lábios, tenho saudades, de teus dedos escondidos em minha carne,em horas que suspeitávamos estar no céu sem merecer.
Quando em  tardes mornas caminho perdida por nossas esquinas imaginarias, mundo a fora, contigo ao meu lado em  longas  viagens, conhecendo os lugares premeditados e combinados,  nos nossos momentos de paixão.
Porque  estou aqui agora, compondo sozinha a nossa história, esquecida por você que atravessou a minha trajetória, contou todas as minhas lágrimas, emendou nos teus braços o meu cansaço, e depois ganhou asas, e partiu em retirada, como ave de arribação.
Razanil Shamir
15/05/2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

PAISAGEM



Silêncio, a noite vigia sobre o clarão do dia, e as estrelas iluminam o caminho e as trilhas da sonora cascatinha que desagua serena com sua voz de chuva no imenso mar.
Razanil Shamir

23/02/15





http://bvespirita.com/Por Trás do Véu de Ísis (Marcel Souto Maior).pdf

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

MEMÓRIA DA PELE.




Não é nada, é apenas um súbito,
Não é nada não, é só o tempo cantando ilusões.
E o catavento de ferro no telhado espalhando  intenções
Fazendo a voz voar por cima das ondas curtas e modular
E no   barquinho de lembranças,  vou nas ondas
Ouvindo  as canções  que se escuta por lá
Lá vou eu, outra vez lá no lugar das recordações
Piso  a entrada do  portão de madeira
E deixo a mão empurrar a porta  entreaberta  como que a esperar
Lá dentro a voz inquieta curiosa me diz: vem pra cá !
Vou lá, sento a beira da cama olha  as cobertas desfeita
Atiro-me satisfeita sobre elas com aquele perfume familiar.
Fecho os olhos,  aceito  agradecida,  que é mesmo aqui o meu lugar.
Razanil Shamir
22-12-2014

“ A casa de minha avó Deolinda  existe até hoje.(foto acima com minha tia e meu tio)
Meu tio Lélio se foi em 29/11/1999  e minha tia Amélia  morou  nela até sua despedida derradeira em 23/05/2015.Agora eu irei morar  ai.
Foi nessa casa que eu vivi  minha infância.
Nas minhas lembranças é nela que me  escondo para reviver .
Ela me ajuda a não soltar a mão da criança que viveu ali e ainda vive em  mim.”